Por Rafael I...
Lilith chegou ao Rio às 16h de ontem. Às 16h54, pegou uma carona na Linha Vermelha. Às 21h atendeu a quinta rola da noite, no Posto 9 em Ipanema. Às 21h14 contou o apurado da noite: 117 reais. Com a grana na bolsa prateada, partiu para um bar decadente da Lapa, onde seis amigos esperavam pela infeliz. Às 23h, ela abordou um moço ucraniano que passava na rua e ofereceu um exemplar da Revista Veja mais um boquete de cinco minutos em troca de um livro raro que o gringo carregava nas mãos: A mulher carioca aos 22 anos, de João de Minas. Às 23h15, o homem topou, a infame estendeu uma manta do Grêmio Recreativo & Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense na calçada e, ali mesmo, no meio da rua, a escrota entregou-se à última putaria da noite. Às 23h20, um travesti, de nome Samantha Raio Laser, elogiou efusivamente a saia de Lilith (a saia mais hipponga e colorida de Pernambuco). Às 00h, Lilith vomitou a vodka barata nos meus pés e chorou lamentando a morte do padre otário que sumiu com os balões pelo mundo...
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