Monday, August 8, 2011

italo rossi


O ator Italo Rossi, o Ladir, do seriado global "Toma Lá Dá Cá" volta as atividades no programa em dezembro no ultimo episódio deste ano, e até de todos.
Ele não aparecerá, mais sua voz será ouvida chamando os outros personagens para uma nave espacial, quando ocorre uma invasão de traficantes no Jambalaya.
Essa será a despedida definitiva do seriado na Globo que terá duas partes, a ultima em 22 de dezembro!

Rossi morreu na terça-feira (2), aos 80 anos, no Rio de Janeiro. Ele será sepultado nesta quarta (3), no Cemitério do Caju.

A atriz Fernanda Souza, que contracenou com Rossi recentemente, no humorístico "Toma lá, dá cá", lembrou a experiência. "Acabei de saber que o grande Italo Rossi nos deixou... Tive a honra de dividir cena com ele e assistir a seu talento. Agora ele nos brinda lá do céu com sua luz e seu brilho... Muita paz pros seus familiares e amigos!", comentou Fernanda Souza no Twitter.

O escritor Marcelo Rubens Paiva disse estar "chocado" ao saber da morte de Rossi, já que o ator ia dirigir uma peça teatral de sua autoria nos próximos meses. "Ele era uma lenda do teatro", opinou o autor.

Os atores Bruno Mazzeo, Marcelo Serrado e a autora Glória Perez também homenagearam o ator no Twitter. "Salva de palmas para Ítalo Rossi", disse Mazzeo. "Morreu um dos maiores atores do Brasil, querido Ítalo Rossi", comentou Serrado. "Perdemos um grande ator!", lamentou a escritora.

Italo Rossi morre aos 80 anos

Italo Rossi= 
O ator Italo Rossi morreu nesta quarta-feira, aos 80 anos. Ele estava internado há dois dias no Rio de Janeiro, e morreu de complicações respiratórias.

Ítalo Balbo di Fratti Coppola Rossi nasceu em Botucatu, em 19 de janeiro de 1931, em uma família italiana habituada às óperas e aos concertos.

Na TV ele ficou conhecido como o mordomo Alfred, de Senhora do destino, o advogado Fernando Medeiros, de Belíssima e Seu Ladir, do humorístico Toma lá, dá cá.

Ator Ítalo Rossi morreu no Rio de Janeiro aos 80 anos

O ator Italo Balbo Di Fratti Coppola Rossi faleceu no final da noite desta terça-feira (02/08), em decorrência de complicações respiratórias,aos 80 anos. Ítalo estava internado há dois dias no Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. Um dos seus últimos papéis na Globo como o “Seu Ladir”, em Toma Lá, Dá Cá, criou o bordão “É Mara!” com o qual fechava as cenas e que caiu na boca do povo.

Italo Rossi nasceu em Botucatu, 19 de janeiro de 1931. Fez participações importantes em telenovelas como Escrava Isaura, Araponga, Senhora do Destino e Belíssima. Também foi o Rei Minos no episódio “O Minotauro” do Sítio do Picapau Amarelo em 1978.

Na televisão, Ítalo Rossi começou sua carreira em 1963, e sua primeira novela na Rede Globo foi Bravo, de Janete Clair. Durante todos esses anos de carreira, foi além de ator, também diretor consagrado pela crítica e por estes trabalhos ganhou vários prêmios.

De olho no mundo - III


8 de agosto de 2011
comanda
A maior auditoria do TCU já realizada no sistema de compras do governo foi devastadora. Descobriu-se que, em 142 mil contratos celebrados no governo Lula da Silva, dormiam mais de 80 mil irregularidades. Essa montanha de negócios públicos bichados envolvia gastos além de R$ 100 bilhões, dos quais foram surrupiados mais de R$ 10 bilhões. 


O ex-ministro Nelson Jobim, da Defesa, seguiu sua jornada de sincericídio. Depois de afirmar que votou em José Serra, disse agora, em entrevista à revista Piauí, o que pensa a respeito das então colegas ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann: “É muita trapalhada, a Ideli é muito fraquinha e Gleisi nem sequer conhece Brasília”.
O mais impressionante é que simples opiniões pessoais – que podem estar corretas, por que não? – viraram crise política e motivo para reunião de emergência no Planalto, que culminou na demissão de Jobim. Enquanto isso, os amplamente denunciados descalabros no Ministério da Agricultura e em diversos outros setores do governo são tolerados sem qualquer incômodo.
O que Jobim afirmou a respeito das duas ministras é semelhante ao que líderes políticos comentam diariamente no ambiente de bastidores do Congresso. E ainda incluem piadas a respeito do físico das duas ministras, além de comentários a respeito da nítida insegurança de ambas nas reuniões políticas.
Nesta terra de Macunaíma, o governo lançou seu Plano Brasil Maior para incentivar a indústria nacional e garantir espaço para produtos brasileiros nas licitações que promove. Ao mesmo tempo, comprou uniformes para as Forças Armadas na China, numa canetada internacional de R$ 100 milhões.
A crise americana encerra um período histórico da política mundial. Ficou claro que, acima de tudo, a maior democracia do mundo deixou de lado sua histórica prática de superar divergências internas diante de graves momentos de interesse nacional. Agora, democratas e republicanos arregaçaram as mangas numa luta política esganiçada e rasteira. Nada mais do que disputar o poder pelo poder usando qualquer expediente para prejudicar o outro lado, no melhor estilo dane-se o mundo.
O Fundo Soberano do Brasil foi inventado para juntar mais dinheiro para o governo gastar sem qualquer controle. Provando que essa poupança fiscal criada para enfrentar dificuldades econômicas é mais uma roubada contra o interesse público, o governo já perdeu, apenas em 2011, nada menos do que R$ 2 bilhões com aplicações malsucedidas. No final de 2010, a carteira acumulava R$ 18,76 bilhões, contra os R$ 16,48 bilhões registrados em 22 de julho – depois de apurado o prejuízo. O Tesouro Nacional alocou mais de 75% dos recursos do FSB em ações da Petrobras. Ou seja, o governo desrespeitou regras básicas dos investidores prudentes, concentrando dinheiro demais em ativos de alto risco, ainda mais num momento em que o mercado acionário brasileiro aponta queda.
A recente eleição para a prefeitura de Buenos Aires, vencida por Mauricio Macri, deixou um recado bem interessante: um em cada três portenhos votou em branco, anulou o voto ou se absteve. Em suma, 33% por cento da população deu sonora banana para os senhores políticos.
Cuba prepara uma nova lei, que permitirá aos cidadãos vender suas moradias por dinheiro e comprar novas residências. O passo seguinte é permitir aos cubanos comprar e vender quantos carros desejarem. O capitalismo está morto de vergonha por não ter conseguido pensar em nada tão inovador.
O tiranete venezuelano Hugo Chávez inventou Pátria, Socialismo ou Morte como lema da sua fictícia revolução bolivariana. Agora, por via das dúvidas, quando vocifera seu slogan fanfarrão não mais invoca aquela senhora inevitável que Ariano Suassuna chama de “Caetana”.
As constantes visitas de Lula da Silva a Antonio Palocci, no apartamentaço de consultoria do ex-ministro, passam principalmente pela eleição paulistana. Decidido a fazer do ministro da Educação, Fernando Haddad, o novo prefeito de São Paulo, Lula sabe que Marta Suplicy será uma pedra nesse sapato eleitoral.
Dona de índice de rejeição próximo ao do padrão de órgãos transplantados, Marta tem em Palocci seu grande arrecadador de fundos de campanha. Por isso, só o superconsultor tem poderes para, fazendo corpanzil mole, mostrar à senadora o caminho da roça. É nesse arado sem safra que Lula da Silva tem apostado boas fichas e muitas xícaras de cafezinho em conversas com seu ex-ministro. Afinal, eleger poste não é novidade.
Não pense que eu fumei maconha misturada com bosta de burro. Confie que aquele cogumelo que você comeu no almoço era mesmo um inocente champignon. Sim, a frase a seguir foi proferida pelo comissário Zé Dirceu: “Os partidos têm direito de participar do governo, mas não de lotear, fazer fisiologismo e muito menos corrupção”. Claro, vou consultar alguns filólogos bêbados que fazem ponto no Bar de Ferreirinha, pois ando desconfiado da parte final, “mas não... muito menos corrupção”. Zé Prativai garante que isso tem duplo sentido.
O brasileiro fala pelos cotovelos. Hoje, o país tem 217,3 milhões de linhas de celulares habilitadas, média de 111,6 telefones para cada cem habitantes.
Londres dá uma aula de competência e decência. Um ano antes da abertura da Olimpíada 2012, já está tudo pronto para o grande evento do esporte. A festa dos ingleses custará inacreditáveis R$ 4,5 bilhões menos do que previsto no orçamento inicial. E 75% dos recursos investidos foram destinados à recuperação do meio ambiente. Sem contar a revitalização do bairro de Stratford, marginalizado há mais de 50 anos, e que agora ostenta com orgulho o Parque Olímpico.
Os chineses, famosos por falsificar tudo no mundo, provaram do próprio veneno. Na cidade de Kumming, uma loja da Apple era todinha falsa. E a empresa da maçã mordida não tinha a menor ideia da existência dessa “filial”.
A fila de atrizes se livrando do papel de Dilma Rousseff, no projeto de filme A primeira presidenta, não para de crescer: Marieta Severo, Ana Beatriz Nogueira, Fernanda Montenegro... Regina Duarte acaba de receber o convite e até agora não respondeu. Periga esse fantasma seguir assombrando outros nomes.
Passadas as emoções iniciais, vamos combinar o seguinte: Amy Winehouse era uma cantora excelente que preferiu namorar o perigo e viver naquele modelo surrado de artista autodestrutivo. Por isso mesmo morreu apenas como uma grande promessa, sem deixar uma obra relevante para a posteridade.
Mal chegou às lojas, o novo álbum de Chico Buarque já ultrapassou a barreira das 50 mil cópias vendidas. A gravadora Biscoito Fino já providenciou reforço de 20 mil. Esquadrinhando a bolacha, temos um Chico sem os velhos lampejos, que agora inventou aquela estranhíssima figura de “uma mulher sem orifício”. Cada um gosta do que gosta, né não?
Bom mesmo, do começo ao fim, é Dominguinhos e convidados cantam Luiz Gonzaga, obra contida em dois CDs. Enfim, a obra do mestre tratada como merece e sem perder o indispensável tom de forró pé de serra legítimo.
Alguém precisa arranjar uma lavagem de roupa para o vice-presidente Michel Temer. O homem está jogando contra a torcida, tentando impedir que a cunhadinha Fernanda Tedeschi apareça nua na Playboy. Era só o que nos faltava: não satisfeito de casar com Marcela, resolveu atuar como empata-foda do resto da família!
O sucesso do remake da novela O astro garantiu mais uma semana de duração ao folhetim. Mesmo assim, a Globo ainda não definiu o horário para novelas curtas. Por ora, a tendência é repetir o modelo apenas uma vez por ano, com 60 capítulos.
Grande sinal de que a economia está mesmo aquecida: o tradicionalíssimo Paratodos, o jogo do bicho carioca, tem agora uma quarta extração, às 11h20. Soma-se aos rateios tradicionais das 14h, 18h e 21h.
O jornalão francês Le Figaro desceu o cacete no Brasil por conta daquela história, muitíssimo mal contada, de fechar o aeroporto Santos Dumont na hora do sorteio das Eliminatórias da Copa.
Wando está inconsolável. Dia desses, em show no Circo Voador, no Rio, Tom Zé invadiu o reino do colega. Lá no meio da fuzarca, uma fã atirou uma calcinha no palco. Animado, o pai de todos os tropicalistas pegou o mimo e cheirou, em delírio. Foi a deixa para a verdadeira chuva de calcinhas que se seguiu. O velho baiano foi cheirando e guardando todas. Nunca se viu porre igual.
Um vizinho de Zé Prativai – filósofo amigo da coluna – anda inconsolável. Comprou um aparelho para aumentar o pênis pela internet e recebeu uma lupa. Não se brinca assim com a esperança de um homem, principalmente em se tratando de um idiota que acredita em milagre.
alarido

“Venha cá, meu benzinho, que eu vou lhe ensinar a dar o seu chitãozinho sem xororó”.
(Du Moscovis, ator, comentando o que poderia dizer a Sandy depois da já famosa declaração da cantora a respeito do prazer anal)
“Que pai gosta de ler aquilo?”
(Xororó, inconformado com a tal declaração da filha)
“Como dizia o cara do PR, recebendo o dele: ‘Com o meu PASSADO, aceito qualquer PRESENTE’”.
(Millôr Fernandes, mestre)
“Nelson Jobim é ministro da Defesa ou do Ataque?”
(Emídio de Souza, prefeito de Osasco)
“Em tempo de guerra qualquer buraco é trincheira”.
(Augusto Lima, advogado amigo da coluna)
“O Rio amanheceu cheirando/Toda cidade tá que é um fedor/O povo todo já saiu pra rua/Pra mandar à merda/O seu governador.”
(Paródia de uma música de sucesso que os cariocas cantavam em 1958, revoltados pela falta d’água no Rio)
“Bicha, uma por uma, eu acho divino. Mas em buquê eu não aguento!”
(Murilo de Almeida, cantor da lendária boate Sacha’s, ao microfone, revoltado com a insistência de um grupo gay que lhe pedia para cantar pela quarta vez a música My heart belongs to daddy numa noite de 1958)
“Buquê de frinfa, Murilinho!”
(Zé Prativai, testemunha do episódio, gritando de sua mesa depois do sexto ou sétimo uísque)
“O déficit público não é de caráter financeiro ou orçamentário. O déficit público não tem caráter.”
(Mário Henrique Simonsen, saudoso professor)
“Há corrupção em quase todas as instâncias do governo. Os partidos brigam por cargos não para ajudar o governo, mas para desviar o máximo de dinheiro possível. A ‘governabilidade’ depende do apoio que eles oferecem ao governo. E esse apoio vale mais do que os milhões de votos obtidos por Dilma.”
(Ricardo Noblat, jornalista)
“No ritmo em que vai, Lula, em breve, será o maior especialista nacional em jatinhos de empresários. O cara não perde uma carona.”
(Ancelmo Gois, jornalista)
“Ela não sabe se tem coragem suficiente para enfrentar. Mas não quer parecer covarde o bastante para correr.”
(Josias de Souza, jornalista, a respeito do turbilhão de denúncias que despencou sobre a cabeça de Dilma Rousseff)
“Eu sou um piano de cauda. Não caibo num único ministério.”
(Ulysses Guimarães, em conversa com Tancredo Neves no início de 1985, recusando o cargo de ministro antes mesmo de ser convidado)
“Jobim não deveria ter falado mal da Ideli. Mas que ela é fraquinha, é!”
(Aloysio Nunes, senador, em conversa com aliados)
fiado
Quem for ao Rio neste inverno não pode perder um programa gastronômico refinado e ao alcance da maioria dos bolsos, em perfeita sintonia com a estação. No Centro, a sopa Leão Veloso do Rio Minho. Na Lapa, a canja de galinha do Nova Capela. No Flamengo, o lendário Café Lamas oferece outra canja digna de pedido. Em Copacabana, o caldo verde do A Marisqueira transporta o paladar para além-mar.

Curiosidades sobre o Sexo

Na Roma Antiga (ilustração), um homem casado podia ter relações sexuais com escravas, prostitutas, divorciadas e viúvas. Mas nunca com virgens e casadas. Algumas mulheres casadas registravam-se como prostitutas para escapar à proibição. Mesmo que fossem descobertas, não eram punidas.
Em Ilia, na Zâmbia, não se pratica sexo oral. Além disso, os homens adultos não têm relações homossexuais porque acreditam que podem engravidar.
Na Nova Guiné, é desconhecida a palavra amor. Estes habitantes analfabetos das Ilhas Almirante, ao norte de Papua, consideram o sexo vergonhoso e pecaminoso. A maioria das mulheres é frígida, acham à relação sexual dolorosa e humilhante. Histórias, danças ou canções românticas também não existem. Toda a sociedade despreza práticas como beijos, carícias e demonstrações de desejo sexual.
Quando está dormindo, o homem tem cerca de três ou quatro ereções por noite, cada uma com a duração de cinco a vinte minutos.
O presidente francês François Faure morreu num bordel, em 1899, durante o ato sexual. A senhora que o acompanhava ficou tão aterrorizada que contraiu a vagina fortemente: foi preciso uma cirurgia para remover o membro do falecido.

Lugares com nomes curiosos

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Oração do dia

Joãozinho conversando com Deus: 
- Senhor Deus todo poderoso, há dois anos o Senhor levou meu cantor favorito Michael Jackson! Meu locutor favorito Lombardi! Meu ator preferido Patrick Swayze! Minha dançarina preferida Lacraia! Esse ano levou minha cantora favorita Amy Winehouse! Sem querer interferir nas suas decisões, lembro ao Senhor que meus políticos preferidos são Lula, Sarney, Dilma, Collor, Genoíno, Maluf, Kassab, Agripino, Henrique, Temer, Mercadante, Serra, FHC, Sérgio Cabral, Aécio...

Sunday, August 7, 2011

500 mil não são 500

Foi sexta-feira, dia 5, por volta das 3 e meia da tarde, mas resolvemos dividir esta alegria somente hoje, domingo, dia da leitura de quem não pode acessar na semana.
Salve, salve minha gente amiga: o Bar de Ferreirinha atingiu a marca de 500 mil acessos desde a sua fundação em 26 de maio de 2009.
Nem no sonho mais maluco e imponderável a gente imaginava que fosse tão longe.
Tudo bem: o UOL, o Globo.com, Estadão e outros portais e sites conseguem estes números em poucas horas do dia.
Mas pra nós 500 mil é um número respeitável, considerando a proposta editorial do blogue que é a da irreverência pura, o non sense, a inquietação, o inconformismo, a desburocratização do cotidiano, a provocação, a inquietude, o sarcasmo.
O Bar é também a página extraoficial de Caicó, o ponto de encontro dos caicoenses espalhados pelo mundo: é a Esquina do Pau Mole, a Praça da Matriz, o Poço de Sant'Ana, o Coreto da Pracinha, o Mercado Público, o Jogo do Bicho, a convesa fiada nas calçadas, o Beco da Troca, a parada de pif-paf, o jogo de gamão nas calçadas.
O blogue é de Caicó, a cidade mais amada do mundo, que abriga uma civilização e é o Centro do Universo.
Enfim, o Bar de Ferreirinha é um blogue sério que brinca e sacaneia, mas também é um blogue brincalhão e sacana que fala de coisas sérias.
Obrigado aos 500 mil bêbados e bêbadas, malucos ou não, que diariamente nos dão o prazer da companhia e se divertem conosco lendo as presepadas, criações e notícias do Bar de Ferreirinha. 
Muito obrigado também aos nossos musos e musas inspiradores, aos políticos, aos arrogantes, aos bêbados, putas e putos, artistas, drogados, desempregados e trabalhadores, ricos e pobres, lúdicos e músicos, poetas vivos e mortos, intelectuais e embusteiros, críticos e parceiros, colunistas e colaboradores eventuais.
Vamos brindar este número e correr em busca do primeiro milhão!
Roberto e Pituleira
Editores (ir)Responsáveis

Na Feirinha de Sant'Ana

Foi quinta, dia 28 de julho, mas a saudade já é grande.
Principalmente de quem não foi...
Então, já fazendo a contagem regressiva pra 2012, os leitores do Bar de Ferreirinha vão recordar a Feirinha de Sant'Ana 2011.
As fotos são de Zezito Perepepêi.
Ele e Bereca Linhares comemoraram os aniversários do início do mês durante a Feirinha.
Zezito afrouxou as ligas e pagou mais de cinco grades de cerveja.
Entre os convivas, destaque para Chinicão, Babaçu, Raninho, Barrão, Ana Maria do Pastel, Santaninha, Betânia de Popó, Sandra, ex-gordo Emílio, Galega de Biririu, Kelly Rock, entre outros.
Confira:
 
 
 
 
 
 

A lenda do Carneiro Dourado


7 de agosto de 2011
A lenda do Carneiro Dourado

Começou no último dia 5 e se prolongará até segunda-feira, dia 15, a Festa de Nossa Senhora da Guia de Acari, um dos maiores eventos puramente religiosos do interior do Rio Grande do Norte. Minha mãe era acariense, assim como meu avô, José Ursulino de Medeiros e toda a minha ascendência de parentesco pelo lado materno. Ainda criança, com minha mãe, vim algumas Festas da Padroeira de Acari. E de 1962 até agora, ininterruptamente, tenho estado presente em Acari nesse período festivo. Acari de Nossa Senhora da Guia, cidade limpa, simples e tranquila, cercada de serras e fonte de muitas histórias e lendas; Acari do Gargalheiras, do Museu do Sertanejo e do Santuário de Nossa Senhora do Rosário tem tudo para se tornar a mais turística cidade interiorana do Estado. Ao Acari de Nossa Senhora da Guia, de dona Jacinta e de meus tios Delzira e Tarcísio dedico a série de crônicas que hoje inicio para contar uma das belíssimas lendas das suas misteriosas serras.
Não só em Caicó, mas em todo o mundo são comuns as lendas de acontecimentos sobrenaturais, principalmente nos velhos cemitérios do tempo em que os mortos podiam ser sepultados em qualquer lugar, principalmente nas igrejas.
Em Caicó, anteriormente aos cemitérios São Vicente e São Jorge, sepultamentos eram feitos nas igrejas do Rosário e de Sant’ Ana. Depois de 1867 passaram a ser feitos no chamado Cemitério Velho, no local onde hoje está prédio da Diocese que por muitos anos sediou a Rádio Rural. 
Antes do Cemitério Velho construído por determinação legal, tendo em vista a que proibiu sepultamentos nas igrejas ou em cemitérios não oficiais, em propriedades particulares, Caicó teve vários cemitérios. O cemitério da Pedra do Moleque, o do Estreito, o dos  Batentes, o da Ilha e o da Cólera são os de maior destaque no lendário regional de aparições sobrenaturais. 
De cada um deles há muitas histórias de aparições de almas penadas, assombrações, fantasmas, encantamentos e botijas!
Esta história é uma das muitas lendas secularmente repetidas no Seridó, com mais intensidade na região onde hoje são localizadas as belas e acolhedoras cidades de Acari e Carnaúba dos Dantas, palco do genocídio de que foram vítimas os índios Tapuias. 
Domingos Jorge Velho e seus comandados, cujo quartel general era localizado nas imediações do rio Acauã, hoje Seridó, em Caicó, dizimou cruelmente, cerca de 1.500 nativos, a maioria por degolamento, em apenas duas investidas!
Os cadáveres das vítimas não eram enterrados, mas deixados expostos para serem devorados pelos urubus e demais bichos que se alimentam de carniça! Surge daí a lenda do Carneiro Dourado.
Muitas pessoas diziam ter visto, sempre nas noites de 31 de dezembro para primeiro de janeiro, por volta da meia-noite, um carneiro dourado que, brilhando como ouro reluzente ao sol, desloca-se, veloz, do cume da serra da Rajada para o da serra do Marimbondo.
A notícia do fabuloso acontecimento rapidamente correu mundo. Houve entrada de ano-novo comemorado com centenas de pessoas aglomeradas nas proximidades das duas serras, olhos fixos no céu, umas rezando, outras suando ou chorando de emoção, algumas cantando hinos religiosos, enquanto, ansiosas e piedosamente, aguardavam a passagem do carneiro dourado.
Quando os holandeses dominaram a Capitania do Rio Grande, no segundo quartel do século XVII, pilharam ouro e pedras preciosas das terras dominadas por mais de vinte anos, ou seja, até serem expulsos do território invadido.
O Seridó era habitado pelos tapuias, índios hostis aos portugueses e aliados dos holandeses.
Quando os invasores foram vencidos e expulsos, alguns comandantes holandeses e subordinados das tropas no Rio Grande, desesperados e assombrados, recorreram aos tapuias localizados no topo da Rajada (que nessa época chamava-se Serra da Acauã) para que lhes dessem guarida segura e os ajudassem a esconder o valioso tesouro que conduziam. 
Os índios esconderam cerca de cem quilos de ouro e uns vinte quilos de pedras preciosas dentro de uma loca, que acabaram de encher com barro e piçarra.  Depois rolaram uma grande pedra e taparam a boca da loca.  Aí ficou enterrada a botija dos holandeses que nunca mais voltaram ao local.
Próximo ao esconderijo do tesouro havia enorme imburana no cimo da qual um casal de acauãs, ao sair e ao por do sol, cantava diariamente.  E daí voava sempre em direção à serra do Marimbondo.  Raramente eram vistas à tarde quando retornavam à velha imburana, mas, a boquinha da noite, o canto delas ecoava por todos os penhascos e boqueirões das inúmeras serras que emolduram a região.
Anos depois irrompeu a chamada guerra dos índios contra a ocupação de seus territórios. Domingos Jorge Velho foi nomeado chefe da tropa de combate aos nativos rebelados. Na serra da Rajada deu-se o maior combate da guerra.  Domingos Jorge Velho escravizava as mulheres, filhas e irmãs dos vencidos e as submetia sexualmente, não raro com extrema violência, a seus desejos dissolutos mais torpes! 
Calcula-se que mais de mil filhos de Domingos Jorge Velho, com índias escravas, foram gerados no Rio Grande.  
E justamente por isso foi que a índia Iaciara, uma das violentadas pelo sadismo de Domingos Jorge Velho, rogou-lhe uma praga no exato momento em que presenciava a decapitação do marido.  Aos brados invocava os demônios para que o exterminador dos tapuias e todos os seus descendentes jamais pusessem às mãos no tesouro que os índios mortos protegiam com a vigilância do inatingível carneiro dourado e das suas imortais acauãs, os filhos das estrelas!
As índias violentadas por Domingos Jorge Velho tomaram chás e outras infusões abortivas. Foram poucas as crianças que sobreviveram.  A filha de Iaciara nasceu morta. A maldição vem sendo cumprida.
Iaciara e algumas outras tapuias, acolhidas pelos colonizadores em cujas propriedades se refugiaram, viveram muitos anos e se aculturaram. Houve até uma delas que se casou com um branco, filho de fazendeiro.
Iaciara todo dia 31 de dezembro sumia e só retornava para a sua choupana no dia 2 de janeiro do ano seguinte.  Ninguém nunca descobriu para onde se dirigia nem o que ia fazer.  Sabe-se, apenas, que ela era a única pessoa do mundo que sabia onde estava escondido o valiosíssimo tesouro dos holandeses!
Dizem também que nunca morreu. Já bastante idosa, no dia 31 de dezembro de 1799, saiu de casa e nunca mais retornou. As demais índias que com ela conviviam tinham como certo que ela se transformara numa acauã!
O ritual das acauãs ainda hoje ocorre e de 1800 até nossos dias foram registradas diversas ocorrências sobrenaturais relacionadas com o lendário tesouro holandês escondido pelos índios tapuias nas serras do Seridó. 
Diziam os mais velhos habitantes da região que as acauãs, guardiães do tesouro encantado e o carneiro dourado, representação celeste do poder transcendente do sofrimento coletiva dos índios tapuias do Seridó, têm funções sobrenaturais diferentes.  As acauãs afugentam caças e, consequentemente, afastam os caçadores das imediações do esconderijo, ou seja, evitam ao máximo a presença do ser humano no local. Ao mesmo tempo, com o seu canto matutino e vespertino, avisam ao carneiro dourado que está tudo tranqüilo no esconderijo. O carneiro dourado, por seu turno, acompanha no mundo a população das diversas gerações descendentes de Domingos Jorge Velho.
Domingos Jorge Velho morreu solteiro.  A grande natimortalidade provocada pelas índias por ele violentadas quase não lhe proporcionou descendência.  Presu-me-se que há muitos anos ela tenha definitivamente desaparecido.
A caça ao tesouro encantado continua intensa pelo menos na imaginação lendária seridoense. (Continua no próximo domingo)
Procurador federal e ex-prefeito de Caicó

POEMA

Gargalheiras, Acari: o Mediterrâneo do Seridó - Foto: Roberto Fontes

Acari
Janduhi Medeiros

Oh, doce Gargalheiras do Seridó!
Berço de suave cidade, alva e serrana,
Onde o vaqueiro destemido
Repousa o seu sonho.

O generoso tempo esculpiu nas cordilheiras
Do rio de peixes belos rochedos, 
Refletindo nas silhuetas dos anos
As ribeiras de Samanaú.

Antigos serrotes
Da terra árida solidificaram catedrais,
Primitivos lajedos do santuário tapuia
Sob os séculos das pedras e macambiras
Enquanto o gado arisco ia chegando
E se adaptando ao pasto do verão
Entre as catingueiras.

Novas famílias, novos filhos, docilmente
Traziam de outras terras hábitos de couro,
Couro curtido no sol,
Que nasce com seu gibão vermelho
Na cor do punhal, cor de sangue do artesanato, 
Onde o galope da barragem despeja suas águas,
Seus pescados, nas areias ardentes do sertão,
Aliviando o leito espinhoso da sola.

As canoas navegam diferentemente das jangadas;
O dinamismo escultural de barroco,
Nos rochedos sagrados,
Consagram a firmeza do Gargalheiras.
Seus pescadores carregam na arte do calor
A dor do tempo e divide entre os irmãos o fruto da vida.

As serras passam por entre as nuvens,
Desenhando no céu o azul puro da tarde sertaneja.
Não são rochas jagunças
As que invadem o monte do Gargalheiras
Nem o escarlate fogo do sol e da sede;
São miragem das lavouras, 
Fortes desejos de lavradores.

Sobre a pedra santa
Atravessa o luar de agosto,
Com sua procissão de peregrinos,
Sua luz de esperança,
Enquanto o amanhecer
Traz uma brisa afetuosa de montanhas. 

POESIA DA SEMANA

Ter sendo
Gilberto Costa

Tenho o despertar da manhã;
Tenho a natureza de quem sou fã!
Tenho os acordes do meu afã;
Tenho o sabor pecaminoso da maçã!
Tenho toda atração do ímã;
Tenho o caminho para Canaã!

Tenho o cantarolar das aves;
Tenho ouvidos para suas canções suaves!
Tenho a liberdade, sem entraves;
Tenho os vôos das espaçonaves!
Tenho das prisões, as chaves;
Tenho o gol no meio das traves!

Tenho o perfume do jasmim;
Tenho o colorido aromático do jardim!
Tenho início, meio e fim
Quando vejo acenderem o estopim!
Tenho, para o não a resposta sim,
Quando a dúvida se apodera de mim!

Tenho todo o conforto da cama;
Tenho a luz que vem da chama
Iluminando o brilho na lama!
Tenho em minha maior fama
A mulher que sempre me ama:
A Mãe-Dama de todas as damas!
Poema escrito em 26/08/1985

Saturday, August 6, 2011

Mulher de negócios

Cecile D´Avignon

Meu sonho nunca foi me tornar uma mulher globalizada, que faz sucesso no mundo dos negócios. 
Mas o grau de instrução da patuleia é tão subterrâneo que qualquer uma que consegue fazer bom uso da própria língua e da dos outros, consegue subir rápido no ambiente corporativo. 
Eu não quero subir em lugar algum, abro exceção (e pernas) apenas para o pau de um bom homem, que queira me transformar em dona do seu lar.
Antes que alguém me venha de putaria, pensando que eu tenho metido língua no cu dos meus superiores para ser promovida, digo que não. 
Eu meteria, sim, no furico de quem quisesse para que me deixassem em paz. 
Que esquecessem que esta mulher perfumada e culta existe na empresa.
O problema é que eu não tenho respeito por ninguém e não reconheço “superiores” só porque o indivíduo tem um cargo temporário de chefia. 
Eu só admito superioridade intelectual. 
E estes bostas são uns inferiores, uns inúteis que mereciam ser enrabados por uma cartilha do ABC.
Por conta desta cambada de ignorante, gentinha medíocre mal alfabetizada que não sabe nem usar o corretor ortográfico do email, sou obrigada a ascender na profissão. 
Agora tenho que viver de malas prontas para viagens internacionais. 
Reuniões internacionais. 
Problemas internacionais. 
É preciso ter culhão para aturar tudo isto e eu tenho apenas um par de ovários irritadiços que produz óvulos que não são fecundados por rola alguma.
Os homens temem as intelectuais. 
Se for de sucesso, fodeu. 
Ninguém me faz um filho. 
Desse jeito, minha estirpe culta não vingarará.
Talvez o problema seja meu, que uso os homens para fins recreativos e não reprodutivos. 
Escolho demais.
Bem, cansei. 
Não aguento mais. 
Tudo o que eu queria era ser mãe e esposa feliz, cheia de bobs na cabeça e creme da Dior na cara. 
Passar o dia de perna pra cima, dando de mamar a um par de gêmeos, assistindo a novela das 3.
Mas cá estou eu, andando num salto de 12 cm por corredores compridos e gelados, tendo que fazer cara de competente para todo mundo, sem hora para ir no salão de beleza. 
Abuso.
Enquanto eu trabalho para estes colonos, meu Dostoievski está enconstado na estante.
Vou dar para o servente que acaba de me perguntar se está frio ou quente no centro dos Estados Unidos.

Pesquisa

Resultado da pesquisa DataBar, que aferiu o comportamento masculino, após o ato sexual, constatou o seguinte:
- 23% viram-se para o lado direito e dormem.
- 19% viram-se para o lado esquerdo e dormem.
- 58% levantam-se e vão para casa!

Mirem-se no exemplo da greve de sexo

Xico Sá

Contra a lerdeza ou a falta de audácia dos seus maridos, greve de sexo neles. Na Colômbia, historicamente sempre foi uma grande arma.
Agora mesmo, lá em Barbacoas, no sul do país, o mulherio adotou a operação “pernas cruzadas”. Nada de amorzinho gostoso até que as autoridades criem vergonha na cara e ajeitem uma rodovia criminosa que corta aquele “pueblo”.
É uma forma de pressionar os seus homens, que não se bolem, não agitam, não cobram o governo. Tudo fica por conta da força do gogó delas.
A região, encostada ao Oceano Pacífico, é conhecida como uma das mais calientes em matéria de sexo da América Latina. Não é lenda. Já estive por lá, a trabalho, gastando o meu portunhol selvagem.
Está na hora, e aqui solto o meu panfleto de todas as sextas, das mulheres de algumas regiões do Brasil adotarem essa prática.
Uma medida das mais velhas, que só renasce agora na Colômbia. A matriz da história está na Grécia Antiga. Mirem-se, sempre, no exemplo dessas mulheres.
Na peça “Lisístrata ou a Greve do Sexo”, escrita por Aristófanes, vemos como as fêmeas de Esparta, Atenas, Corinto e Beócia cruzaram as pernas pra forçar um acordo de paz em uma guerra que já durava duas décadas.
Se a abstinência sexual foi capaz de parar uma guerra, aqui no mundo tropicaliente é capaz de parar até construção da usina de Belo Monte.
É capaz de fazer esses machos viciadinhos em automóveis deixarem seus possantes em casa para fazer SP andar de novo. É capaz de fazer a gente esquecer aquele maldito mantra malufista: “Trânsito é progresso”.
Cruzando as pernas, as moças podem derrubar e nomear ministros na velocidade da luz.
Mirem-se em outro belo exemplo da Colômbia. Agora estamos na cidade de Pereira, há cinco anos atrás uma das mais violentas da área.
Cansadas da matança, naquela terra de bom café e sangrentos pistoleiros, as mulheres decidiram: sexo agora só quando os machões disserem adeus às armas.
Dito e feito. Quando viram que era para valer a greve, os homens amoleceram. A violência caiu quase a zero.
E você aí, estimada leitora, por que causa cívica deixaria os marmanjos em um jejum digno de uma quaresma?

Casais que bebem juntos têm menos problemas


Um estudo da Universidade de Timbaúba dos Batistas (UTB), afirma que casais que bebem juntos tem menos problemas na relação.
“Beber juntos, em vez de separados, é claramente positivo para o relacionamento. Indivíduos que bebem com o parceiro têm níveis mais altos de intimidade e menos desentendimentos no dia seguinte, em comparação aos indivíduos que bebem sem a companhia do parceiro, ou os que simplesmente não bebem”, diz o psicólogo João Batista de Araújo, líder da pesquisa.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram o comportamento de 69 casais heterossexuais, todos bem jovens, na casa dos 30 anos. 
Em todos os casais voluntários, os resultados positivos estavam associados a níveis relativamente baixos de bebedeira, de três a quinze lapadas de cachaça.