Sunday, July 10, 2011

Tal pai,tal filho

Por Palhaço Patuléia...
Outro dia eu perambulava pela internet, divagando, lendo coisas sobre o circo, um assunto que para mim nunca perde o fascínio, pois venho de uma longa geração de palhaços. Apesar de tudo, é profissão que não recomendo a ninguém, pois é só sacrifício e abnegação. Tem também o lado sagrado, que é o de fazer o público rir. Quanto mais ele rir, mais realizado o palhaço se realiza.Isso não é tão bonito quando você descobre que seu filho parece determinado a seguir a carreira do pai. Pois é, é o que está acontecendo com Rodrigo, meu filho de 16 anos, que por várias vezes se veste de palhaço e me obriga a assistir aos shows que ele inventa. O problema, que não confesso para ele, é que o garotão é um talento, e muito engraçado. Lembra o avô, meu pai, o palhaço Marmelada, que muitos anos atrás ficou famoso por que quase matou de rir ninguém menos que o presidente Getúlio Vargas, num espetáculo no Palácio do Catete, no Rio.Minha preocupação com o Rodrigo é a de sempre, não conheço nenhum palhaço brasileiro que, não digo, ficou rico, mas que tenha conseguido ganhar a vida com tranqüilidade, o suficiente para sustentar a família.Por isso, como todo pai, eu sonho com coisas grandes para o garoto: médico, industrial, engenheiro, físico nuclear, astronauta. Mas de vez em quando sou assaltado por terríveis pesadelos: meu filho seguindo a carreira política... É quando peço a Deus para ele virar palhaço, que pelo menos é profissão digna...

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