O trânsito de Timbauba dos Batistas está cada vez mais complicado nas ruas. E quem diz isso não são os motoristas, mas a polícia. Todos os dias, segundo a Polícia Militar, entre os 135 chamados há, em média, 70 para atendimentos de brigas de trânsito na cidade. Uma média altissima. Parte dos desentendimentos e das agressões ocorre após pequenos acidentes, sem vítimas. Outra parte, porém, segundo a PM, é fruto da disputa entre motoristas por espaços das ruas e avenidas do centro da cidade, cada vez mais entupidas de veículos. "Uma buzinada no semáforo. Um carro quer passar e o outro não deixa. Tudo isso pode ser motivo para um xingamento, um gesto obsceno, e dar início a uma briga", diz o motorista de taxi Cleodato Moisés Batista que está nesse transito louco à 46 anos. Para a psicóloga da Universidade de Timbauba dos Batistas(UTB)Lilian Batista de Araujo, parte dos motoristas não tolera ter sua frente "roubada" numa fila e vê essa ação até como um deboche. "Ele entende: 'eu sou esperto e você é bobão'."
Para o gerente do Banco Santander Breno Batista, 51, foi um sentimento assim que o fez instalar uma buzina náutica no veículo e a andar com uma lanterna comprida, que também servia de cassetete, no banco de trás por um tempo.
"Eu não gosto de gente espertona, de Gersons", disse ele que não chegou a brigar fisicamente, mas já foi ameaçado por motorista bebado e armado.Dos desentendimentos, explica um policial, mais de 50% envolve motociclistas. O motorista Joanilton Batista, 43, está nessa lista. No início do ano, conta, estava em um semáforo quando, de repente, um motoqueiro chutou a porta do seu carro.
"Eu abaixei o vidro e perguntei se ele estava maluco. Ele disse: 'É isso mesmo, cara'. Eu parti para cima dele. Quando vi, tinha uns 150 motoboys e umas 50 pessoas me olhando", diz Joanilton, que se desvencilhou da situação com a ajuda de um velhinho que estava completamente embriagado...
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