Monday, June 20, 2011

Free jazz

Por Julya Vasconcelos...
Pois que me desce, imprevisível, a gota d'água morna pelas pernas.
Observo e sorrio com os dentes tortos, ainda reféns de toda curva e círculo como sãos os céus de todas as bocas.E eu, desordenada, refém de nada,mas dona de um pássaro cego que voa esquerdo, enviesado, dado a desastres aéreos e feridas graves nos joelhos.
Fecho os olhos e encaro o violento chão, que na horizontal o corpo cede a todo movimento.
Encho e esvazio útero, pulmão,idioma,direção,coisa nenhuma...

No comments:

Post a Comment