O Minho que se localiza também na Região Norte de Portugal, tem Braga como sua principal Cidade - Chamada Coração do Minho ou Capital do Minho, ou ainda, Roma Portuguesa. Fundada 300 anos antes de Cristo, dizem ser a mais antiga cidade cristã do mundo! Tem muito que mostrar a quem a visita. Muita cultura (mais de 60 espaços culturais), tradição (30 grandes eventos anuais, religiosos, musicais e folclóricos), História (14 museus); 17 instituições esportivas, 29 espaços de lazer, diversos cinemas, duas universidades. Braga tem mais de 177 mil habitantes e é uma dos mais joviais cidades da Europa, metade da sua população com menos de 30 anos de idade.
São Pedro de Rates foi o primeiro bispo de Braga entre os anos 45 e 60. Segundo uma lenda teria sido ordenado sacerdote pelo apóstolo Santiago quando catequizava pagãos da península ibérica para a religião católica romana.
Braga, hoje em dia, é cidade de comércio intenso, fortemente industrializada, com destaque para suas atividades no campo da informática, nada sendo de admirar que os bracarenses a considerem como o Vale do Silício português.
A cidade serviu de berço ou de residência a alguns santos e beatos, razão pela qual é enorme o seu patrimônio de relíquias católicas, histórias e lendas religiosas concernentes a Santo Martinho de Braga, São Frutuoso, São Pedro de Rates, São Basílio de Braga, São Torquato, São Geraldo (o Padroeiro de Braga), Santo Ovídio e Santa Quitéria, esta com história tão fantástica que se dispusesse de espaço eu a contaria aqui. Além dos santos, os Beatos Frei Bartolomeu dos Mártires, beatificado pelo Papa João Paulo II em 2001, e Miguel de Carvalho, bracarense martirizado no Japão em 1624 e beatificado em 1867.
É tão valioso esse patrimônio de relíquias que historiadores confirmam fatos como este que passo a reproduzir, extraído da Wikipédia, verbete Braga: em 1112 a cidade foi doada aos Arcebispos. Com a elevação do bispado bracarense a arcebispado, a cidade adquiriu enorme importância na península Ibérica. O arcebispo Diego Gelmírez de Santiago de Compostela, com medo da ascensão da Sé de Braga, roubou as relíquias dos santos bracarenses na tentativa de diminuir a importância religiosa da cidade. As relíquias só retornaram a Braga na última década do século XX!
No Minho há outras cidades também muito importantes de onde emigraram portugueses que se fixaram no Seridó, entre elas Barcelos, Vilar da Veiga e Viana do Castelo.
Barcelos, conhecida como a capital do artesanato português, é uma das 23 cidades do país com mais de 100 mil habitantes e o seu maior centro produtor de leite.
Muito interessante, a lenda do galo de Barcelos é de conhecimento internacional, não só pelo inusitado da história como pela força do artesanato barcelense (foto ao lado), difundido maciçamente no mundo inteiro. Acusado de um crime, condenado à forca, o preso conseguiu autorização para ir à presença do juiz para reiterar sua inocência pouco antes da execução da sentença. O magistrado no momento encontrava-se prestes a almoçar um galo assado na mesa já posta. E nenhuma atenção deu ao condenado que jurava inocência, mas não tinha como provar o alegado. Ao determinar que o condenado fosse retirado imediatamente para a forca, o homem gritou: É tão certa a minha inocência Senhor Juiz como é certo que esse galo vai cantar no exato momento do meu enforcamento. Não demorou, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou!
O juiz correu ao local da execução e, ao verificar que a sentença ainda não havia sido cumprida por falha em um dos nós da corda, ordenou a imediata soltura do preso.
Decorridos alguns anos, o galego, que era devoto de São Tiago, retornou a Barcelos e esculpiu o Cruzeiro do Senhor do Galo em louvor à Virgem Maria e ao santo da sua devoção, peça que se encontra no Museu Arqueológico de Barcelos.
Do Minho povoaram o Seridó, a partir do século 18, José Dantas Corrêa, Joaquim Barbosa de Carvalho, Tomaz de Araújo Pereira (1º) e Antônio de Azevedo Maia, entre outros.
A antiga Estremadura correspondia, grosso modo, aos modernos distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal.
Importante centro urbano, portuário, ferroviário, universitário, turístico e com mais de 55 mil habitantes, Aveiro (foto acima) é conhecida como a Veneza de Portugal. Além dos canais, a cidade oferece outra atração singular, imperdível: o museu instalado no antigo Convento de Jesus, onde a princesa Joana, filha de D. Afonso V, morreu depois de aí ter vivido por quase 20 anos. Foi canonizada aos 4 de Abril de 1693 pelo Papa Inocêncio XII.
Leiria, com cerca de 45.000 habitantes, tem como cartão postal o seu castelo, fonte não só da história da cidade, mas de toda a região. Oferece muitas outras atrações, entre as quais, o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, museus, termas e praias. É uma cidade que corresponde realmente à fama turística de que desfruta.
Santarém, cidade antiquíssima, seus primórdios datam do século VIII antes de Cristo. Nela se pode ver muralhas medievais e muitas igrejas. Tem cerca de 30.000 habitantes.
Setúbal, para mim, depois de Lisboa e Coimbra, é o que há de melhor na velha região conhecida como Estremadura. Com aproximadamente 90.000 habitantes, talvez mais antiga do que Santarém, recuperou-se valentemente depois do terremoto que quase a apagou do mapa em 1755. Nada menos do que cinco fortes guarnecem pontos mais elevado em torno da cidade, que nos oferece ainda nove museus, muitas igrejas antigas e conventos históricos.
Em Setúbal pode-se visitar quatro sítios arqueológicos e muitos outros pontos de real importância turística como belíssimos palácios, inclusive a célebre casa de Bocage (foto ao lado), que, vivo fosse, poderia tornar este o blogue mais lido do mundo. Por falar em Bocage — O Dia de Bocage, 15 de setembro é feriado municipal em Setúbal. Outras grandes atrações da cidade são suas praias, sua gastronomia de peixes e frutos do mar e seu famosíssimo Moscatel de Setúbal.
Lisboa e Coimbra dispensam apresentação. Raro é o brasileiro que visite Portugal e de lá retorne sem ter estado nessas duas cidades, das mais atraentes do país. Lisboa é a terra do fado, de Santo Antônio casamenteiro, dos maiores intelectuais de língua portuguesa e sede do importantíssimo Arquivo Nacional da Torre do Tombo, que não pode deixar de ser frequentado por quem se disponha a escrever, a partir de informações de primeira mão, alguma página sobre a História do Brasil. Lisboa está para Portugal assim como o Rio de Janeiro está para o Brasil.
Lisboa e Coimbra dispensam apresentação. Raro é o brasileiro que visite Portugal e de lá retorne sem ter estado nessas duas cidades, das mais atraentes do país. Lisboa é a terra do fado, de Santo Antônio casamenteiro, dos maiores intelectuais de língua portuguesa e sede do importantíssimo Arquivo Nacional da Torre do Tombo, que não pode deixar de ser frequentado por quem se disponha a escrever, a partir de informações de primeira mão, alguma página sobre a História do Brasil. Lisboa está para Portugal assim como o Rio de Janeiro está para o Brasil.
Coimbra, cidade historicamente universitária com mais de 100 mil habitantes, é mais antiga do que Santarém! É considerada também como a cidade portuguesa das artes, possui mais de 30 galerias de arte, 13 teatros e diversos museus, entre os quais o Museu Nacional Machado de Castro, considerado um dos melhores do país.





No comments:
Post a Comment