Thursday, October 15, 2009

Caindo na rede de "Cama de Gato"

Caí na rede de Cama de Gato. E você? Está curtindo a novela das 6?

Um típico folhetim. Essa é a melhor maneira de caracterizar Cama de Gato. A primeira semana da novela de Duca Rachid e Thelma Guedes foi extremamente ágil, cheia de reviravoltas e ganchos. Na verdade, nem parecia trama das 6, horário geralmente destinado às histórias mais românticas e sem grandes elaborações. É óbvio que há romance no enredo, mas o que prende a gente na frente da telinha é a movimentação dos personagens e o ótimo texto das autoras. Os três primeiros capítulos, então, foram de tirar o fôlego. Quem desviasse os olhos do televisor corria o risco de perder algum lance importante. E pode ter certeza: isso é raro hoje em dia. Principalmente, se você pensar que Paraíso, antecessora de Cama de Gato, tinha um ritmo muito mais lento e contemplativo. Para o grande público deve ter sido um choque cultural. Mas bem recebido, já que a novela está com um ibope ótimo. Como amo ser surpreendido, caí de amores na rede de Cama de Gato. Já em relação ao elenco, adorei as atuações de Camila Pitanga, Paola Oliveira, Carmo Dalla Vecchia e Daniel Boaventura. Mas um papel tão complexo como Gustavo Brandão pedia um ator com mais recursos do que Marcos Palmeira. Até agora ele não me convenceu. Mas vou dar tempo ao tempo para ver como ele se sai no decorrer da novela. Mas o irritante mesmo é ver Heloísa Perissé com seus eternos maneirismos e Marcello Novaes interpretando mais uma vez outro Raí (personagem que ele fez em Quatro Por Quatro/1994). Assistir Heloísa em cena dá a séria impressão de que estou vendo um episódio do Sob Nova Direção. Por mais que ache a moça engraçada, não dá para passar o resto da vida rindo das mesmas piadas e daquela vozinha fina e esganiçada... Com relação a Marcello, ele mostrou em Chiquinha Gonzaga (1999) e O Clone(2001), que tem condições de interpretar papéis diferentes e dramáticos, mas tem sempre aceito o mesmo tipo. Mas nada disso afeta o brilho e o dinamismo de Cama de Gato, mais um triunfo com a grife do diretor Ricardo Waddington. E uma estreia (em trama original) campeã de Duda e Thelma. Elas merecem!

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